terça-feira, 5 de julho de 2011

Greve dos servidores Técnico-Administrativos UFC

Nós, servidores do quadro técnico-administrativo do Campus da Universidade Federal do Ceará, reunidos recentemente em assembléia, optamos por acompanhar o movimento grevista deflagrado desde o dia 06 de junho do corrente ano pela FASUBRA FEDERAÇÃO DE SINDICATOS DE TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS), que paralisou a maioria das instituições federais de ensino superior do país. Tal decisão não ocorreu ao acaso ou de forma impensada.

Muito menos se trata de um movimento desfavorável ao interesse público. Pelo contrário, nossa luta interessa diretamente não só aos servidores técnico-administrativos, mas a população como um todo. De fato, lutamos por melhor remuneração. Afinal, ficaremos a ver navios em 2011 e não há nenhuma garantia para os próximos anos.

O projeto da lei orçamentária anual para o exercício seguinte tem que ser enviado à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional até o dia 31 de agosto, e não há, até o momento, nada específico para a nossa categoria. Não pedimos muito, apenas reivindicamos que governo federal inicialmente cumpra todos os termos do acordo da última greve, bem como assuma um compromisso de médio prazo (2012, 2013 e 2014) com a categoria, pois só assim evitaremos greves recorrentes. Atualmente, temos a pior remuneração do serviço público federal, fato que, por si só, já justifica o movimento. Ademais, outras autarquias federais, a exemplo das agências reguladoras, chegam a ter diferença de remuneração, pelo mesmíssimo cargo, de mais de 100%
Todavia, nossa luta vai mais longe. Lutamos contra as intenções do governo federal de criar uma empresa para abocanhar os hospitais universitários. Afinal, empresas mesmo pública, são criadas com o fim de explorar atividades econômicas. Num país onde os hospitais municipais e estaduais apresentam sérios problemas, não é sensato o governo federal tirar o corpo fora. Saúde é coisa séria demais pra ser tratada como mercadoria; que o governo federal venda combustível ou serviços bancários, até entendemos, mas privatizar hospitais públicos é demais.
Além disso, a terceirização se alastra como uma praga no setor público. Novamente, encontraram um jeitinho brasileiro de driblar a obrigatoriedade do concurso público previsto na Constituição Federal! Estamos prestes a retroceder. Afinal, com a terceirização não é preciso estudar, basta ter amigos ou conexões. Defendemos concurso público para possibilitar que a expansão universitária ocorra de forma impessoal e com qualidade.
Por fim, conclamamos a sociedade a nos acompanhar. Precisamos de apoio, pois somos uma categoria esquecida no serviço público federal. Afinal , não arrecadamos impostos ou damos suporte direto aos Ministérios. Apenas contribuímos para que a estrutura universitária possa funcionar.

Não é de admirar que sejamos pouco valorizados, pois educação nunca é prioridade no Brasil.

 

Somos hoje 46 Instituições Federais de Ensino Superior em greve em todo o Brasil.

Um comentário:

  1. PORQ NAO MOSTRA A CARA DESSES VAGABUNDOS PRA GENTE VER ELES SOLTOS NA RUA? PRA GENTE ANDAR PREPARADO JA QUE NINGUEM FAZ NADA NAO TEM LEI ESTAMOS NO VELHO OESTE AIRTON, SOU EU RONALDO DE RAFAEL ARRUDA. É UMA PENA TER ACONTECIDO ISSO ESSA MALDADE.

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