segunda-feira, 29 de março de 2010

Método indutivo: o pai do preconceito

Primeiro o exemplo, depois o conceito. Método indutivo é quando você observa um gato e verifica que ele tem rabo. Você vê outro gato e esse também tem rabo. Aí vem outro e mais outro e você acaba dizendo: TODOS OS GATOS TEM RABO. Isso é o método indutivo, parte-se do particular e cria-se uma regra geral.

Isso é bastante útil quando não se tem noção do que se está observando. O problema é quando se trata de seres humanos. Se eu crio um conceito sobre determinados tipos de gente e não conheço a fundo cada pessoa, estou criando um PRÉ-conceito. E pré-conceitos costumam ofender e gerar a frase: “nem me conhece pra tá falando”.

Claro que existem gatos sem rabos e pessoas que não são aquilo que seu grupo é. Mas…

Ainda assim, acho o método indutivo válido. Se não fosse ele eu teria que conhecer tudo e todos pra fazer opinião sobre as coisas. Como isso é impossível, o método indutivo (preconceito) possibilita a formação de uma noção sobre coisas e pessoas.

Se eu não sou e mesmo assim os outros dizem que sou, resta-me mudar (sair do fator gerador do preconceito) ou mostrar a todos o que realmente sou. Isso considerando que eu ligo pro que os outros dizem.

No fim das contas, se você é vítima de preconceito, saiba que você também (ou totalmente) é culpado por isso.

Não concorda?

Mundo, esse é o “leia o seu nome”. “leia o seu nome”, esse é o mundo.

Ah, o mundo é cruel e usa o método indutivo. Cuidado com ele.

Nenhum comentário:

Postar um comentário