quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Livro: O Manifesto do Partido Comunista

Livro O Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels, Editora Martin Claret

 

“Proletários de todos os países, uni-vos”

(Ameaço um arrepio com essa frase)

manifesto

Não é resenha, é só a expressão do que me impressionou.

Muita coisa todo mundo já ouviu dos professores de história (ou sociologia, no caso). A união dos proletários para acabar com a dominação da burguesia. Quando isso acontecesse não haveriam mais classes sociais e toda a força de produção seria controlada pelo estado.

No início da revolução, o proletário perceberia que “tudo o que é sólido e estável se volatiliza, tudo o que é sagrado é profanado. E os homens são finalmente obrigados a encarar com sobriedade e sem ilusões sua posição na vida, suas relações recíprocas.”

Para a situação da época (início do desenvolvimento industrial) coube aos dois autores dizer: “[a burguesia] é incapaz de dominar porque é incapaz de assegurar a existência de seu escravo em sua escravidão.” Crianças trabalhando, carga horária abusiva, salários miseráveis, com certeza não mantém o escravo na sua escravidão. A burguesia exigia um esforço, mas não dava meios para que se fizesse o desejado.

Hoje, analisando a sociedade que conheço, essa afirmação não se aplicaria. Talvez tenha sido uma evolução motivada pelos próprios ideais socialistas, mas hoje a burguesia mantém o seu ‘escravo’ em condições de sobrevivência.

Um tópico que não entendi, é o da destruição da família. Eles mesmos mencionam que isso causa agitação em muitos, mas a explicação, a meu ver, foi insuficiente. Dizem que só existe a família burguesa e ela só existe porque não existe família no proletariado. Se alguém quiser ler e me explicar, até empresto o livro.

Aqui a parte principal

(um auxílio aos leitores preguiçosos ou apressados)

Marx e Engels criticam o socialismo conservador burguês, que é aquele que “tenta remediar os males da sociedade para garantir a existência da sociedade burguesa”. Aí ele cita como exemplo os economistas e o que eu chamamos hoje de filantrópicos. Diz que os melhoramentos não mudam as relações de produção. No fim das contas, isso só seria uma forma de aquietar o proletariado e reduzir os custos da dominação burguesa.

Ah, esse Marx era um garoto mimado que só queria as coisas do jeito dele. Tudo é conspiração, nada serve se não for a destruição da burguesia. Sabe da história do Freud né? Que ele só escreveu aquilo tudo porque o tio molestou ele, e foi na piscina (por isso que ele fala tanto em água). A do Marx é que alguém roubou o pão do café da manhã dele e botaram a culpa no padeiro.

Pra mim, não há a possibilidade de existência do socialismo. Partindo do pressuposto que o ser humano é, sim, egoísta, não consigo imaginar uma sociedade em que as pessoas aceitassem ter as mesmas posses que todas as outras. A idéia é a mais bem intencionada possível. Mas o que vemos (aliás, o que vejo, só posso falar por mim) é gente querendo ter mais que as outras.

Talvez o raciocínio dele foi bem além do meu. E foi por isso que pensei mais um pouco e até aceitei que essa sociedade igualitária poderia se dar de forma imposta e consentida. Explicando: se estivéssemos acostumados a viver compartilhando os frutos da produção, poderíamos até reprimir essa vontade de ser mais que os outros. Ou poderíamos levar isso pra um outro aspecto da vida, que não fosse o econômico.

Quanto ao socialismo conservador ou burguês. Me identifiquei com a categoria e até me senti ofendido. Meu lema: “DOS MALES, O MENOR”. Ou: “quem não tem cão caça com gato”. Acho que tem muita gente passando fome que não pode esperar uma revolução de efetividade duvidosa. Acolher os renegados pelo sistema burguês (não usei o “capitalismo” por ele não ser usado no livro) e levantá-los a uma condição digna de existência, isso considero mais útil. Aí vem eles dizendo que tudo isso não passa de uma forma de reduzir os custos da dominação burguesa… e gente passando fome…

… e eu escrevendo besteira aqui.

 

Aberto à discussões. Posso ter entendido tudo errado, alguém acende a luz?!

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