segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Carrossel bem animado

[Para quem tem pressa e curiosidade, leia apenas os 3 últimos parágrafos]
Hei, pessoal. Como anda a memória de vocês?
O assunto de hoje é desenho animado. E eu consigo imaginar vocês com suas lembranças do que assistiam, afirmando com convicção de que tudo que era produzido naquele tempo era melhor que o de hoje. Que naquele tempo é que era bom; era-se feliz e não se sabia...
Considero que isso é apenas consequência de um amadurecimento irreconhecido. Ou seja, quando criança gostávamos (me incluindo) porque éramos crianças e aquilo era o suficiente para nos agradar. Não gostamos dos de hoje porque não somos mais crianças e “achamos tudo isso um saco”.
Quando nos colocamos em defesa das coisas do “nosso tempo”, na verdade, estamos valorizando não a coisa, mas a sensação que aquilo trazia na gente. Os desenhos antigos são melhores (para a gente) porque nos faz ressentir a satisfação que sentíamos antes.
Bem, isso é uma constatação pessoal que alguns amigos ainda vão me ajudar a desenvolver.
Mas esse não é bem o tema do post. Foi preciso introduzir pra tentar provar que a análise feita a seguir não é fruto de um saudosismo subjetivo, apesar de considerar a neutralidade do positivismo um tanto inviável¹.
A questão é a abertura do programa do SBT exibido pelas manhãs: Carrossel Animado. Veja:

Agora me digam, por favor, pra quê? Pra quê colocar um boneco com uma tarja preta na cintura, supostamente nu!? Ressaltando que se trata de um programa pra público infantil! Quem faz aquelas animações não são criancinhas ingênuas, são adultos com maldade na cabeça. Se fosse no 'simpsons' ou no 'happy tree friends' eu acharia ilário.
Essa é o tipo da coisa que é feita por ter-se a certeza de não haver 'castigo'. Ninguém vai reclamar, ninguém vai perceber. Talvez nem as crianças percebam. Mas a intenção é que deve ser recriminada. Não devemos dar espaço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário