quinta-feira, 15 de outubro de 2009

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24/09/2009, quinta-feira. 00:00hs.

Parece uma coisa maníaca, mas é a mim inerente uma necessidade de registros. Desde pequeno registrava conversas dos colegas de sala. Depois vi que isso poderia ser bem útil para o futuro, e essa preocupação com registros só veio a aumentar. Gravo conversas de MSN, conversas escritas em sala de aula (as sensacionais “conseqüências do tédio”), registros de coisas que aconteceram na vida, passagens de ônibus, controle de gastos.

Talvez eu não precise de um psicólogo com tendências à fugacidade¹ para entender as causas desse meu comportamento. O problema é que talvez eu não confie na minha memória. E essa confiança foi ela mesma quem perdeu. Quantas coisas que já aprendi “efetivamente” e uns dias depois já não sabia mais. (As aspas indicam que se eu esqueço é porque não foi efetivo, se eu aprendo efetivamente é porque não vou mais esquecer, certo?) Pois é, a minha memória não é suficiente e certas coisas eu quero levar pro resto da vida. Outras eu guardo pro caso de um dia servirem pra alguma coisa, e ao contrário dos ‘cacarecos’ da mãe, o máximo de espaço que eles ocupam são alguns gigas do meu HD.

Um outro fator que explique talvez seja o meu lado conservador. Querendo a manutenção do que é bom, com um certo receio do que poderá vir. Mais especificamente um receio daquilo que virá para ocupar o lugar de algo bom. Os registros são, de certa forma, um apego ao presente, medo de que vire passado. Um exemplo eu posso dar pra demonstrar isso foi pensado durante uma conversa com a Katiane (ela merece um texto especial posteriormente). Minha casa, não é tão boa. Mas é a minha. Posso até viver longe dela. Mas odeio imaginar uma reforma que a desconfigure. Pra mim é importante que ela se mantenha como sempre foi pra ser um elo com o que lá foi vivido. E quando reformas são realmente necessárias? Aí eu parto pros registros, tirando fotos de como era.

Parei pra corrigir uns erros gramaticais e perdi a linha de raciocínio. Mas, escrever é ótimo pra organização de idéias. Devia ter acreditado nisso antes, quando me falou o professor de psicologia (Sérgio²).

Voltando aqui ao assunto. É devido a essa minha característica que inicio a criação desses textos (que serão como este). Talvez coloque num blog (se alguém estiver lendo deve ser porque eu decidi criar esse blog). Digo talvez porque o direcionamento é para uso pessoal, mas há pessoas que talvez insistam para ler, tornando o blog viável.

Quanto ao conteúdo, pretendo escrever sobre o que vejo nos noticiários: pretendo registrar a visão que tenho sobre o mundo e sobre o que acontece com ele. Coisas da faculdade. Futilidades (externas) importantes (internas)... Melhor deixar pra lá algumas pré-definições, né?! Elas acabam ficando chatas quando são óbvias.

Acho que por hora é só isso. O projeto tá feito e pretendo efetivá-lo.

Ah, vai ser um pouco dificultoso conseguir tempo. Pra escrever este deixei de lado a legislação de trânsito. A prova é sábado!!

¹: ou seja: maconheiro. O “povo da psicologia” vem se demonstrando muito desligado da realidade. Ambientes (festas) em que rola maconha não trato com indiferença. Eles tratam a psicologia como uma grande brincadeira. Como o Stênio diz: “falta fúria”. Claro, tem as exceções. Às vezes a gente não tem a oportunidade de dizer: “ei, eu não to envolvido, não, tá!?”. Mas é um texto pessoal, não pretendo expor, não estou difamando ninguém. E viva a liberdade ética de expressão!

Só mais uma coisa: como alguém que foge da realidade pode ajudar a me situar nela?

²: Professor de Psicologia do Direito (ou jurídica, ou geral e do direito, ou ...); diretor do presídio; que distingue aluno de ex-presidiário pelas vestimentas; ex PM medroso; Sergião.


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